quinta-feira, 4 de julho de 2013

Titleless..

  Só vendo as trevas tomarem conta de tudo de uma vez. Não faço mais questão, entende? Joguei as coisas pra cima de uma vez, nunca se sabe quais serão os números dos dados ao caírem. Você quer uma verdade, certo? Então vou te dizer duas...
  1ª verdade: escrevo coisas pra você todos os dias. Seja no celular, em um papel qualquer ou até deixando só na cabeça. Às vezes escrevo sms's e não mando, salvo como rascunho. Envio e-mails que apago depois de mandar. Isso me deixa confiante de que estou fazendo tudo certo.
  2ª verdade: se eu sair de algum lugar sem olhar na cara de ninguém, pode ter certeza que lá eu não volto mais. Tenho minhas regras, meus costumes. Apesar de abandonar muitos por você, ainda tem um que mantenho em ocasiões especiais, o meu cigarro. Sim, faz mal. Sim, incomoda. Nunca fui de ligar pra isso, na verdade. Se vou morrer de qualquer jeito, pra que continuar a viver esse tormento de vida?

terça-feira, 18 de junho de 2013

La Renga - Balada Del Diablo Y La Muerte

  E aqui estou dentro do inferno que eu mesmo criei. Estou deitado, apenas na companhia do meu cigarro mal aceso. Olhei para o lado, ainda eram 3:03 da madrugada. Sorri para mim mesmo, pensando "a hora que os portões do inferno se abrem". E imediatamente depois de dizer isso, minha pele se arrepiou toda. A sensação mais horrível que já havia sentido.
  Olhei para a janela, apenas névoa. Resolvi, por um impulso imbecil, sair de casa. Achei engraçado ver apenas um homem de terno na esquina, olhando pra mim e sorrindo. Ao lado dele, surgindo da névoa, uma mulher com um copo de uísque. Não precisei de mais que 1 minuto pra saber que se tratava do Diabo e da Morte. Ambos ali, parados na minha frente.
  Raciocine comigo. Quais as chances de eu estar sonhando ou ter ficado louco? Não bebo, apenas fumo. O Diabo e a Morte gargalhavam da minha cara de confuso. A Morte passou o braço pelos meus ombros me puxando, como se me convidasse pra andar. Segui-os pela estrada de névoa, completamente vazia de vida. Comecei a prestar atenção na conversa dos dois, pareciam-se com velhos amigos. Sorriam, bebiam e fumavam, a noite parecia ser o clima perfeito.
  Eu comecei a interagir. Ria também, dava minha opinião. Me envolvi, me sentia parte daquilo. A leveza daquela conversa tomava minha alma de qualquer dor ou sofrimento que o mundo poderia me oferecer. Estávamos além da vida e da morte, estávamos na linha tênue da loucura, ou melhor dizendo, eu estava. Puxei meu cigarro. Assim que coloquei na boca, ele já estava aceso. Me assustei e o Diabo riu da minha cara mais uma vez.
  -Sabe -disse o Diabo- o céu está corrompido. Nem mesmo eu, o anjo caído consegui aguentar a impureza daquelas criaturas -e sorriu mais uma vez, batendo as cinzas do seu charuto, deixando o vento levá-las. A Morte, por sua vez, apenas olhava bem no fundo dos meus olhos, esperando uma opinião concreta sobre tudo aquilo. Porra, o que eu podia dizer? Eu estava de frente com os dois maiores medos da humanidade! Porém, aquela caminhada em meio a neblina da madrugada, me fez ouvir muitas coisas, me fez enxergar muitas verdades. Naquela noite, os dois maiores medos da humanidade não eram nada comparado ao que a humanidade havia se tornado.
  Pisquei o olho. Estava sentado em minha cama novamente. Olhei para o relógio e era apenas 3:04. Sonho ou não, loucura ou não, recebi uma grande lição essa madrugada. Deitei na cama repetindo as mesmas palavras até pegar no sono... "até os céus, até os céus..."





Texto escrito e inspirado na música Balada del Diablo y la Muerte - La Renga.

domingo, 19 de maio de 2013

Quer ir embora de vez?

  Você quer ir de vez? Quer largar esse livro que mal começou? Devo lhe parabenizar, não julgou-o pela capa, assim como todas as outras fizeram. Você é diferente, sempre foi. Anda na dúvida, certo? Conseguir terminar o livro ou não. Faz parte, ou pelo menos, deveria fazer. Ouça o conselho daquele que também não conhece esse livro direito: Vá embora! Não fique mais. Esse livro amargura a alma, despedaça um coração. Ele é uma auto ajuda, mas não vale a pena tanto esforço. Vá embora! Porque você não vai suportar chegar ao final dele. Vai, corre agora! Porque de mágoas, esse livro já está cheio. Se arrisque, se acha que pode terminar isso sem se machucar feio. Sorria se quiser, porque nada que encontrar aqui vai ser pra sorrir. "Isto" é um livro de decepções, um livro de sofrimentos, um livro de ódio e raiva que tomam conta de qualquer pessoa.
  Vai embora, minha pequena. Porque o que sou, é demais pra você. Vai embora porque você me faz feliz demais. Vá! Porque minha tristeza vai te consumir depressa. Vai, porque você merece sorrir e o mundo precisa desse sorriso. Não teste minhas velhas folhas mal escritas. Nem gaste seus olhos em tanta desgraça bem feita. Vai pra longe de mim, mulher. Vai pra onde te faz feliz, vai pra quem cuida de você. Não seja teimosa, vai correndo, porque em algum lugar desse mundo, alguém vai te amar mais do que eu te amo.


terça-feira, 23 de abril de 2013

Minha última decisão..

  Chore, pode chorar na minha frente mesmo. Você sofreu sim, sofreu muito. Mas, diferente de qualquer um nesse palco hoje, você mereceu muito o que está tendo. Como é aquele ditado mesmo? Ah sim: "O que você planta hoje, você colherá amanhã". Engraçado como ele se encaixa perfeitamente nessa sua cara-de-pau sem precisar de uns pregos. Me expôs ao ridículo, mas no final, olha só quem é o centro dos olhares piedosos. Aliás, não era você que queria ser o centro das atenções sempre? Então, acha legal agora?
  Não sei se sinto tanta raiva de você agora. Acho que sinto uma pena danada, daquelas de querer abraçar e perdoar tudo que você fez. Mas não, não vou fazer isso. Eu gosto da vingança. E é exatamente o que estou ganhando de você agora. Esse prazer de te ver sofrer por tudo o que já fez com todos. 
  Foi falsa. Só quis chamar atenção. Inventou doenças que não existiam em você. Caçoava das pessoas com deficiência e quebrava tantos corações que nem sabia mais se tinha um. Que pena ein? Seu legado de destruição sobre a terra acabou. Eu não queria que fosse eu a tomar essa decisão, de apertar ou não esse gatilho, mas foi você que me criou. Hoje sou assim graças a você. Tudo que destruí, todos que matei. É culpa sua, só sua. Eu corri atrás da sua atenção e carinho por tanto tempo que sequer sinto alguma coisa por alguém. Não consigo mais me apaixonar, não consigo mais interagir. Na minha cabeça ecoava a vingança o tempo todo, o tempo todo mesmo.
  Hoje estou aqui e vou consertar em mim tudo o que você destruiu. Vou começar a limpar o mundo. Vou começar por você. Nem mesmo Lucífer merece você e não reze, porque sua alma não vai ser salva. Todos os anjos estão esperando por esse espetáculo. Hoje, o céu está em festa...



terça-feira, 9 de abril de 2013

Ninguém saberá como é ser o solitário..

  Ninguém nunca saberá como somos. Ninguém nunca saberá das nossas mentiras. Ninguém nunca saberá dos nossos segredos e nem mesmo das nossas vitórias. Quem pode nos julgar? Não fizemos nada de errado, não violamos sequer uma lei. Ser feliz tem seus preços, pecados e dívidas. Agora, me diz, quem é que vai saber o que é ser uma má pessoa?
  Não viveremos para eles. Viveremos para nós. Me prometa isso. Me prometa que não vai deixar de gritar que me ama por medo do que os outros vão pensar. Prometo que vou te amar na frente de todos, não vou esconder nada. Nosso medo era claro, mas agora se tornou um tom mais cinza, daqueles que precisamos mudar todos os móveis por não combinarem mais.
  Estou, nesse momento, alcançando toda a fé que sempre procurei em nós. Seus olhos vão iluminando todo o caminho pela qual passamos. Meus pés vão nos guiando até o objetivo que, cá entre nós, já está mais do que alcançado. Só falta você e eu, em uma viagem, lançando olhares, trocando palavras. Viagens que só acontecem em minha cabeça, certo?


(Post inspirado na música Behind Blue Eyes (The Who))

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Manhã chuvosa..

  É plena quarta-feira chuvosa. Acordo às 5 da matina. Não me cobre simpatia logo de manhã, pois eu nem tomei meu café ainda.
  Me cobre amor. Me cubra, amor! Não destrua a minha paz puxando a coberta toda pra você. Eu gosto quando você me puxa pra perto, como se o cobertor fosse pequeno demais para nós dois.
  Mas eu não gosto quando você deixa de colocar açúcar no meu café de propósito. Eu não gosto porque é ali, naquela xícara, que adoço todo o meu dia. É ali, naquela xícara, que adoço o nosso amor.


terça-feira, 2 de abril de 2013

Lute..?

  Queria entender, então fui além do meu (mesquinho) conhecimento. Fui tornando as coisas mais difíceis, pois na minha percepção, a dificuldade era sinônimo de aprendizado. Errei. Mas ainda assim, não aprendi. Não demorou muito pra eu começar a piorar tudo, está no meu sangue, destruir tudo aquilo que amo. Não há saída para esse "aprendizado". Sequer existe um. Eu devia ter aceitado tudo isso antes. Antes que aquilo tivesse acontecido conosco.
  Não adiantou lutar. Minha defesa parecia o melhor ataque, e realmente era. Mas potência não é nada sem controle. E eu falhei. Falhei em proteger a mim mesmo de você. Falhei quando achei que eu já podia parar de me preocupar com o sofrimento. Falhei quando fiz tantos planos para nós dois juntos. Falhei quando disse tudo que eu sentia. Eu, já tão experiente na arte de sofrer, já devia ter aprendido que sentimentos jamais devem ser ditos. As palavras potencializam o que sentimos e acabamos por nos perder dentro de nós mesmos.
  Parabéns a mim. Parabéns por ter aprendido a perder os mais valiosos tesouros que me foram dados. Parabéns pra mim, por saber viver uma imensa solidão como se já tivesse perdido tudo. Parabéns pra mim, por estar vivo depois de tudo isso.

(Fonte: http://s-o-c-i-e-t-y-killed-her.tumblr.com/)